Home - Análises - Campeonato Brasileiro - Campeonato Paulista - Copa das Confederações - Curiosidades - Diversos - Especial - Jogo Rápido - Mundial de Clubes - Na Arquibancada - Notícias - Pode isso, Arnaldo?

“Às vezes um drible bonito é mais bonito que um gol”

Por Alana Santos

A frase que dá título ao post é do jogador Dener, e foi dita na época que ele jogava no Vasco. Nessa época, eu não entendia o que era o Dener, tão pouco o que ele estava fazendo no futebol, mas tinha o menino magrelo como um jogador legal e que fazia um monte de gol.

Em 93, eu tinha quatro anos e assistia ao jogo entre Portuguesa e Santos sob comando – à distancia – do meu pai, já que ele trabalha e eu tinha a missão de descrever todos os lances quando ele chegava. Durante o jogo, o narrador exaltava o talento do jogador Dener e falava que o “neguinho” de bigode ralo e canela fina, tinha talento à rodo.

Era um dia normal e parecia só mais um jogo do Campeonato Paulista. Mas nesse dia  o Santos perdeu a partida, o Dener fez um gol lindo de viver (RIP Hebe) e marcou a minha primeira memória futebolística.

Lembro que ele recebeu a bola no meio do campo, girou rápido, driblou,  e com um arranque perfeito passou por dois jogadores, pelo goleiro e fez o gol.

O lance parece curto e sucinto, até porque eu não sou a melhor narradora do mundo, mas o Dener não precisou de narrador para fazer o gol e muito menos,  para tornar sua breve carreira grandiosa e lembrada até hoje.

“Dener me disse que depois do jogo o Maradona foi falar com ele. “Fala para aquele pretinho esperar que quero cumprimentá-lo no final” - Edinho, ex-goleiro do Santos

“Achava que ele ia ser o suprassumo. Sempre deixando o Pelé de lado, porque o Pelé era um ET, achava que Dener ia ser algo logo abaixo do Pelé. Era um superdotado, como o Neymar, que conheci no dente de leite. O Dener era desse nível. Mais rápido ainda que o Neymar” - Pepe, ex-jogador do Santos e ex-treinador da Portuguesa

“Então falei: que se dane o Santos, que se dane o Silva, eles vão me perdoar, porque quero que fique perpetuado esse lance. Deixei passar e foi um gol que entrou para a história” - Oscar Roberto de Godói, árbitro da partida entre Portuguesa e Santos

E muitos anos depois, eu pude entender que às vezes o gol do adversário é tão lindo quanto um gol da gente.


11 anos de #PedalaRobinho

Era domingo, e eu lembro que logo pela manhã um vizinho corintiano passou em frente a minha casa e gritou “Vai curintia”. Para a santista de 13 anos, que não sabia o que era título e só tinha um visto um porco campeonato Rio-SP em 97, essa zoeira era comum, mas particularmente assustadora.

Eu tinha meia dúzia de lembranças da época da fila, mas nesse dia, a final do Paulista de 2001 contra o Corinthians e alguns flashes de 95,  me atormentaram o tempo todo.

Meu pai, um dos dois santistas da rua lestiana, tinha apostado carne e cerveja com pelo menos uns quatro corintianos e, convicto da vitória, dizia: “Esse ano é do Santos, filha. Vai dar certo!”. O Santos tinha vencido o primeiro jogo por 2 x 0 e os torcedores deveriam estar mais confiantes, mas para a torcida que cantava “Parabéns” para cada aniversário de “Fila”, que já durava 18 anos, não era tão simples assim.

O jogo começa e aos 37 do 1º tempo, Robinho, a estrela do time, o “neguinho” magrelo com uma camisa muito maior que seu corpo, resolveu pedalar. E não satisfeito em tirar o Santos da maior draga de títulos de sua história com uma excelente campanha, ele fez em grande estilo e pedalou. Pedalou não um ou duas, pedalou OITO VEZES e gol de pênalti para o Santos.

Sim, o Rogério deve sonhar com isso até hoje!

E quando tudo parecia caminhar bem, o Deivid empatou aos 30 e o depois Anderson fez mais um aos 39 do 2º tempo, ambos gols de cabeça. Lembro dos vizinhos gritando “Cadê Robinho? Cadê Diego?” e da angústia que eu sentia.

Com dois gols e sem o Diego, que estava machucado, o desespero tinha tomava conta e nem um goleiro confiante, que chamava para si a responsabilidade, que olhava pra torcida e dizia ao seu modo, que tudo ia dar certo porque ele estava ali para garantir que tudo daria certo, me acalmou.

Não me lembro do gol do Elano, aos 43 do 2º tempo, mesmo forçando a memória só consigo ter em mente a gritaria na rua e mudança do placar na TV. E no gol do Léo, aos 47 do 2º tempo, lembro do frio na barriga e de uma cena confusa com rebote, Robinho, Vampeta, drible, Doni e GOL.

Apenas gritos, gritos e o fim de um fila de 18 anos.

Lembrei do meu pai, que estava trabalhando nesse dia, e tentei ligar para ele, mas não foi possível. Ele havia apostado uma garrafa de whisky 18 anos com seu patrão corintiano e já tinha saído do restaurante.

Nesse dia, meu pai quebrou garrafas de bebida enquanto atendia um cliente, uma pilha de pratos no gol do Léo, ganhou o whisky, veio para casa com uma taxista santista tão bêbado quanto ele e chegou em casa às 2h da manhã gritando “É CAMPEÃO!”, com duas barras de chocolate branco para mim, já que eu não bebia nessa época.

Fábio Costa, Maurinho, André Luís, Alex, Léo, Paulo Almeida, Renato, Elano, Diego, Robert, Michel, Robinho, William, Alexandre, Leão e todos que contribuíram, ainda que de forma indireta para o título (Vai Corinthians!), obrigada!

SANTOS, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2002!

 


Vem logo, Palmeiras!

Hoje é um dia especial. Depois de sofrer todas as humilhações da Série B, desde um técnico sonso a erros grotescos da arbitragem, passando por demonstrações exageradas de amor e ódio dos torcedores, finalmente chegamos ao dia em que o Palmeiras poderá dizer: SUBIMOS.

Sim, hoje, sábado de sol (sem alugar caminhões), o Verdão precisa apenas de um empate para selar o acesso à primeira divisão. A casa estará lotada. Mais de 30 mil porquinhos exaltando de diversas formas o amor alviverde. Amor que suportou os jogos intermináveis da Segundona. Amor que aguentou todas as limitações.

Amor que encheu o Pacaembu tantas vezes e fez o estádio transbordar. Amor que acolheu o time pelas cidades Brasil à fora. Amor que fez nosso coração quase infartar para chegar até aqui.

Não é o fim do campeonato. Mas será o fim do meu sofrimento nessa competição que deixa a gente calejado. Será o fim desse martírio (dê o nome que quiser). E será o começo do nossos desabafos, os quais deixarei para fazer em outra oportunidade, logo menos.

Por isso, antes de o jogo começar, faço um apelo ao torcedor:

Palmeirense, comemore como quiser. Vibre como quiser. Exalte o retorno à primeira divisão como bem entender. Mas não deixe de abraçar o Palmeiras. Não esqueça sua grandiosidade centenária. Não brigue para impor seu amor.

Apenas ame.


Quando chega a hora do jogador se aposentar…

O tempo é ingrato com todos, em especial com as mulheres (#chateada) e com os atletas. Mesmo com o avanço da medicina, ainda não criaram cremes que escondam o “enrugar” das mãos e muito menos, vitaminas que mantenham a velocidade e o reflexo de um jogador de 40 anos.

Temos dois exemplos de jogadores que já deviam ter se aposentado: Rogério Ceni (40) do São Paulo, e o Léo Bastos (38) do Santos. Pelo menos nos últimos dois anos, os atletas já não apresentam o mesmo desempenho e a sequencia de erros já começa a despertar a irritação por torcida.

É claro que existem as exceções. Os jogadores Seedforf (Botafogo), Dida e Zé Roberto (Grêmio), pelo menos na minha opinião, mantem bom desempenho mesmo com algumas limitações da idade. Não podemos descartar que cada corpo é um corpo, que alguns atletas sofrem lesões, que a alimentação e fatores genéticos influenciam, mas o atleta precisa respeitar esses limites e entender que em algum momento deve parar, até por amor ao clube.

Jogadores como o Léo e o Ceni já conquistaram espaço no coração dos torcedores e já tiveram sua história escrita, e sinceramente, NÃO TEM NECESSIDADE permanecer jogando e prejudicando o clube.

Outra coisa que me incomoda, nos dois casos, são os medalhões que atrapalham a evolução de novos jogadores, ditam regras e quando se deparam com técnicos conservadores, ganham mais respaldo para permanecer.

O retranqueiro Muricy, foi último técnico do Santos e é o atual do São Paulo. Em sua estadia na Vila, manteve o jogador Léo mesmo com os constantes erros e não utilizou jogadores da base (ensaiando assim a morte no DNA SANTISTA) sob a alcunha de que o Léo era TITULAR ABSOLUTO. Já no São Paulo, tudo indica que o Ceni deve se aposentar no fim do ano e já surgiram alguns boatos sobre a contratação do Cavalieri, mas para um time que briga para não ser rebaixado e que na mesma semana tomou gol do Léo e do Juan, a fase é muito preocupante.

São Marcos foi um bom exemplo. Parou quando sentiu que sua permanência poderia prejudicar o clube, respeitou os limites do corpo já que sofria com lesões e dores, e pode assim evitar o desgaste com a torcida e permaneceu ídolo.

Senhores, por amor e respeito ao clube, parem!

Foto: Instagram Rádio Santista


Uma santista entre os palestrinos – parte II

E mais uma vez fui ao Pacaembu para acompanhar os amigos da “torcida que canta e vibra”.

No ano passado, registrei aqui no De Chaleira minha ida ao jogo do Palmeiras e, no texto Uma santista entre os palestrinos, contei parte do calvário pré-série B.

No jogo contra o Bragantino (02/08), a torcida não lembrava em nada a do ano anterior. Todo tormento havia se transformado em alegria e principalmente em confiança. Em todo percurso não mais avistei torcedores cornetando o clube da mesma forma do ano passado, toda a dificuldade do rebaixamento e da troca de membros da diretoria, parecia ser passado.

A sensação é que o jogo era uma grande festa do clube, cheia de torcedores animados, que estavam lá para cantar e apoiar o clube. Infelizmente, não consegui ver a homenagem aos 40 anos do lindo do Marcos, mas o jogo foi bonito e eu concretizei minha fama de pé-quente trazendo mais uma vitória para o time.

Assisti ao jogo com o Diego, um torcedor moderado para os padrões palmeirenses. O moço reclamou pouco e só se mostrou apreensivo quando a bola estava próxima ao Wesley. Sim, eu disse “próxima” e não “com”.

Esse fato é até curioso, já que parte da torcida demonstrava o mesmo desespero. Eu considerava o ex-santista um bom jogador, mas depois desse dia confesso que fiquei confusa.

E o Valdívia? Continua bom de bola, um craque de encher os olhos e se mostrou muito comportado, mesmo apanhando o jogo inteiro. Se tudo permanecer como está anotem aí “Teremos trabalho com o chileno no ano que vem!”.

E assim como no jogo do ano passado, mais uma criança palestrina mitou…..

Na subida do cemitério, uma família à minha frente discutia o comportamento dos parentes corintianos e de uma discussão que havia ocorrido entre os pequenos torcedores dos dois times. O pequeno palestrino, de aproximadamente oito anos, ouviu as queixas do pai e disse “Pai, eu não ligo quando ele fica zuando meu time, mas ele tem que respeitar o Palmeiras, assim como eu respeito o Corinthians. Não torço, não gosto, mas sei q o time é grande e merece respeito!”

Apenas que: CRIANÇAS SÃO MELHORES EM TUDO!

E mais uma vez saí do estádio com vontade de cantar “Meu coração é alvinegro e bate forte por você. Santos, você é minha vida, eu te amarei até morrer!!!”

Foto destacada: Lance Net

Foto post: Alana Santos


Nosso mundo paralelo

Vira e mexe alguém fala muito bem sobre ela. Culpa da tal mística, magia, encanto ou qualquer sensação parecida. Tudo isso a gente recebe como presente quando chega perto dela. Quando começa a descobrir sua personalidade. Quando é acometido pela energia que inunda seus arredores.

Depois de tanto tentar, finalmente, a Marina Uezima conseguiu me carregar para a Rua Javari. Eu poderia falar aqui sobre a não qualidade técnica da partida, dos erros da arbitragem, do time do Juventus, do Joseense, da Copa Paulista etc. Mas outro fato me chamou a atenção no Estádio Conde Rodolfo Crespi. 

O futebol, ali, vive em outra dimensão. Desde o apito inicial até o término do jogo, estive num mundo paralelo. Antes mesmo de o jogo começar, aliás, fui hipnotizada pela cantoria da torcida do Juventus. Uma das músicas, com três frases, grudou na minha cabeça em apenas 3 minutos. E jamais serei curada, suponho.

Nesse mundo paralelo, raras vezes olhava para o gramado para acompanhar a partida. Porém, logo nos primeiros minutos de jogo, me vi xingando a arbitragem pelos seguidos impedimentos sinalizados pelo bandeira. O coitado, inclusive, foi xingado sem parar, pelo menos, durante os 45 minutos do primeiro tempo.

Ainda na primeira etapa, escutei apenas uma vez a torcida gritar ‘filho da puta’ para o goleiro adversário. Demorei a perceber que o arqueiro evitava cobrar o tiro de meta. Mas ainda assim, ele não foi esquecido pelos torcedores. O camisa 12 recebeu ao pé do ouvido diversos elogios carinhosos. Um deles merece destaque. Sem dó, vários torcedores se revezavam no alambrado para provocar o goleiro:

“Até quando você vai aguentar essa vida de goleiro do Joseense?”


A pergunta, obviamente, foi dita em tom de ironia como forma de provocação. Mas ela diz muito sobre nossa paixão pelo melhor esporte possível desse mundo. Vivemos (ou apenas sobrevivemos, como é o meu caso) entre vitórias e derrotas do nosso time de coração, renovando esperanças e debatendo lances nem tão polêmicos.
Não se trata, então, de apenas um joguinho de futebol, como os mais irritadinhos céticos esbravejam. Ele é o nosso eterno mundo paralelo. E que bom ainda existir templos que preservem isso.  

Obervações:

1) O Juventus estreou na Copa Paulista com vitória por 1 a 0 contra o Joseense, na Javari.

2) O cannoli foi um dos momentos mais esperados por mim. Desculpem, amigos, mas achei o de creme melhor que o de chocolate (dica da Marina Uezima, inclusive). 

3) Uma das diversões durante o jogo é acompanhar o destino das bolas, que se perdem no trilho do trem, no quintal dos vizinhos ou nas árvores ao redor do estádio.

Atualização (12h20): O Fernando Cesarotti informou que o maior público da primeira rodada da Copa Paulista foi justamente Juventus x Joseense, com  862 pagantes.

Fotos: Marina Uezima (mais fotos no link)

Robinho: novo salvador da pátria santista?

Robinho está perto de jogar pelo Santos pela terceira vez em sua carreira. Pelo que entendi, o Milan está doido para vender o atacante, o Peixe quer contratá-lo de qualquer forma, e o jogador não vê a hora de ser o protagonista de um time outra vez. Para isso, nada melhor que o time da Vila Belmiro, clube onde Robinho ganhou destaque nos gramados pela primeira vez, com 18 anos, e é tratado como ídolo (eterno) desde então.

Órfãos do menino Neymar, os santistas procuram em Robson de Souza uma referência. O atacante de 29 anos virá com a responsabilidade de carregar o Peixe nas costas, tirar a pressão da molecada e acalmar o coração aflito dos torcedores que ainda choram (com razão) pela saída do Neymar.

Minha dúvida é se o Robinho ainda tem futebol para tudo isso. Justamente por essa dúvida que acho altíssimo os valores dessa negociação. O pacote inclui a liberação do Milan, salários, encargos e premiações (com publicidade, por exemplo). O contrato custaria ao Santos aproximadamente R$ 60 milhões em três anos. O presidente do Peixe em exercício, Odílio Rodrigues, já admitiu que o único lucro previsto nessa negociação será visto dentro de campo (com gols, esperamos), já que a perspectiva de retorno financeiro é quase nula.

Resta ao Santos sonhar com o mundo ideal onde Robinho consiga resgatar o respeito e o bom futebol alvinegro. Mas vale lembrar que, assim como o Neymar, o atacante sozinho não consegue conquistar títulos (desculpaê santistas). O retorno de Robinho, para mim, é muito mais uma jogada política do que uma ação pensando no coletivo. Mesmo tentando evitar loucuras para trazer o atacante, parece que o Comitê Gestor quer jogar para a torcida e não ser lembrado como aquele que vendeu Neymar. Ainda assim, acho que a vinda do Robinho agora servirá apenas para acalmar os corações alvinegros.

Aos santistas, recomendo uma reza braba para que a chegada do atleta seja positiva. Será preciso ter paciência com o atacante de 29 anos, já que ele deixou de ser um menino da Vila há algum tempo (mas ainda restam pedaladas, certo?). Que ele consiga empolgar a garotada da base, que faça bons jogos e que o Santos volte a brigar por títulos.

E você, torcedor do Peixe, aprova o retorno de Robson de Souza? O De Chaleira quer saber sua opinião!

Títulos do Robinho pelo Santos:

Campeonatos Brasileiros (2002 e 2004)

Campeonato Paulista (2010)

Copa do Brasil (2010)

Foto: www.paixaocanarinha.com.br

Foto destaque: Antônio Gaudério/Folhapress


O duelo dos interinos

Hoje, os clubes paulistas, Santos e São Paulo, se enfrentaram no Estádio do Morumbi pelo Campeonato Brasileiro e, por circunstâncias do acaso, passando por momento delicado e sob comando dos técnicos interinos: Claudinei Oliveira e Milton Cruz, respectivamente. Com público de 11.871 pessoas (Cadê a imprensa pra criticar??), o Santos ganhou com gols de Cícero e Giva, e aumentou a crise são paulina.

O Santos do Claudinei é mais um time mais organizado quando comparado ao de Muricy, e desde a mudança mostrou-se melhor taticamente e apresentou vitórias mais convincentes. A maior queixa dos torcedores santistas (e acredito que da diretoria também) era o fato de que Muricy não utilizava a base e trabalhou nos últimos seis meses o famoso esquema tático de “Toca pro Neymar”. A vantagem de ter Claudinei sob o comando nesse momento de transição para o profissional é que ele conhece a base e sabe das limitações dos jovens jogadores melhor que qualquer outro técnico.

Já o São Paulo, fez hoje o primeiro jogo desde a saída de Ney Franco, que ocorreu após o jogo contra o Corinthians pela Recopa Sul-America, e pareceu mais desorientado que nunca. As queixas sob o técnico estavam ligadas sob a falta de padrão no esquema tático e as atuações capengas no Campeonato Paulista e na Libertadores.

Mas convenhamos que nem tudo é culpa dos técnicos, os dois clubes perderam seus principais jogadores Neymar e Lucas, tiveram que lidar com contratações ruins, as maiores apostas ainda não vingaram (Montillo e Gan$o), a diretoria dos clubes anda pra lá de bagunçada (Comitês Gestor e Juvenal Juvêncio) e o Ney Franco ainda teve que lidar com os mandos de Rogério Ceni, que com o maior do ego do futebol tupiniquim tentou ditar substituições.

Um fato curioso é que o Muricy, tornou-se um forte candidato para assumir o São Paulo, mesmo com a saída conturbada e o baixo desempenho no último ano no comando do Santos. O motivo de tamanho saudosismo é o ótimo trabalho realizado quando passou pelo São Paulo (2006-2009).

A partida de hoje tinha tudo para ser um show de horror, mas a molecada santista driblou a experiência de alguns jogadores e colocou o São Paulo no bolso (nem todo mundo vai admitir). Outro destaque foi o Baleião, que fez cosplay de Diego Ribas pisando no escudo do São Paulo e me trouxe ótimas lembranças.

Obs.: Rogério Ceni adiantado desde que mundo é mundo!


Brasília e a Copa das Confederações 2013, o que esperar?

Cheguei ontem em Brasília, a cidade que vai sediar a abertura da tão esperada (pelo menos para mim) Copa das Confederações 2013. A cidade quente e com cara de interior, não tem um ar maternal e acolhedor, mesmo com a aura interiorana dos moradores, mas tratando-se de Brasília não dá para esperar muito. Diferente do que eu achava, a cidade não está respirando a Copa das Confederações e ao invés de um mascote saltitante, fui recepcionada com um “Welcome to the Jungle” e de cara, fui contemplada com o Golpe do Táxi.

Moribunda por conta do enjoo e da dor de cabeça, que me acompanham desde minha chegada, peguei um táxi paralelo e sem taxímetro, mas só percebi depois de uns minutinhos dentro do veículo.

O taxista falava ao celular enquanto dirigia e negociava o aluguel de uma van para um deputado que ele “prestava serviços”. Um dia de aluguel da van custava r$ 1.500 e o taxista ia cobrar r$ 2.000 dilmas pelo serviço, que ele dizia ao deputado “fazer por consideração”, mas que me garantiu que era por motivos de: “Vai que sobra um ingresso e o moço me põe para dentro do jogo”.

Quando ouvi esse papo e percebi as condições do táxi, perguntei como era feita a medição, ele respondeu: “A gente cobra por quilometro rodado”. (Rá, a Alana se fudeu!)

Não conheço Brasília, estava dentro do carro de um desconhecido, e é lógico que eu ia pagar o valor estipulado. Para vocês terem uma ideia, fiquei cerca de 20 minutos dentro do táxi e paguei a bagatela de 80 reais, o que causou minha minha revolta.

Eu:Todo mundo em Brasília rouba né?! Uma corrida dessa em São Paulo custaria no máximo 35 reais”

Taxista: “Que nada, o custo de vida é aqui é muito caro”

Eu: “Principalmente para quem pega táxi ilegal”

Mais um espertalhão de Brasília que só aumentou as más impressões que eu já tinha da cidade.

Retirada dos Ingressos

Não enfrentei problemas. Minha retirada havia sido agendada, peguei uma fila com três pessoas e em cinco minutos consegui o passaporte para alegria.

Vi algumas matérias sobre a preocupação da FIFA com a retirada dos ingressos, pois até quinta ainda tinham cerca de 10.000 ingressos aguardando seus donos. Atribuo isso ao fato de só podermos retirar nas cidades que terão jogos. Eu antecipei minha chegada por esse motivo, e mesmo sendo permitido retirar no dia do jogo, eu fiquei com medo de enfrentar uma fila gigante e de uma possível falta de organização.

O Centro de Convenções Ulysses Guimarães (lugar de retirada dos ingressos) fica ao lado do Estádio Mané Garricha (Ei, Estádio Nacional, vai tomar no cu!) tudo parecia organizado e bem estruturado

Vamos aguardar e ver o resultado do primeiro teste para a Copa do Mundo 2014. Lembrando que o jogo de abertura será Brasil x Japão, às 16h. (para santista aqui também será uma despedida do Neymar, mas depois falo disso para vocês)


Parada técnica e estratégica

O campeonato brasileiro terá de esperar, com uma parada técnica para a Copa das Confederações, os jogos válidos pelo Brasileirão 2013 só voltam dia 6 de julho! São aproximadamente 22 dias de descanso (ou não) para os clubes. Em que eles terão a oportunidade de reavaliar as primeiras atuações no campeonato e decidir novas estratégias para voltar com tudo nas próximas fases.

Na série A, um paranaense, um baiano e dois cariocas levam vantagem nestas primeiras etapas, Coritiba, Vitória, Botafogo e Fluminense dominam o topo da tabela. Os paulistas não estão nada bem, sendo  um deles o último colocado (Ponte Preta) e outro na boca do corvo, quase chegando a ZR (Santos).

Ja na série B, o Palmeiras com apenas duas derrotas vem com 12 pontos em terceiro lugar. O Sport está em nono lugar, com três pontos de diferença do rival alviverde.

Alguns clubes não lidam muito bem com estas paradas, porém, da forma com que se apresentaram será bom para todos, afinal, este primeiro período não foi lá muito proveitoso. Sem grandes espetáculos, a maioria dos jogos deixaram a desejar e surpreenderam em seus resultados.

É muito cedo para vislumbrar um campeão? Talvez. É possível que o Brasileirão 2013 seja um campeonato aberto, decidido apenas na última partida? Sim. Esta é a graça dos pontos corridos. O ponto principal é: a parada técnica é longa, porém necessária, principalmente para dois grandes, Santos e Flamengo até então sem treinadores.

Enquanto nossos clubes não voltam a campo, teremos a Copa das Confederações para acalantar nossos corações torcedores. Na sua opinião, o que seu time de coração precisa para voltar com tudo nas próximas etapas?

 

Imagem:
Destaque – Tabelasnet